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Colheita deve ficar para o fim de janeiro

O Presente

Acostumados a colocar as colheitadeiras na lavoura por volta dos dias 13 e 15 de janeiro, assim como ocorreu nos dois últimos anos-safra, no ciclo 2017/2018 os produtores de soja da região de Marechal Cândido Rondon devem preparar as máquinas para o campo dias mais tarde.

Apesar das mudanças na calendarização do vazio sanitário, que deu aos agricultores expectativa de plantar a partir dos dias 04 e 05 de setembro, a falta de chuva no período fez com que a entrada das sementes na lavoura atrasasse em quase um mês. “Esse atraso de 25 a 30 dias que ocorreu no plantio não reflete em atraso de um mês na colheita, mas tranquilamente em cerca de 15 dias”, afirma o engenheiro agrônomo Cristiano da Cunha, da Agrícola Horizonte.

Desta forma, as colheitas que normalmente ocorriam a partir da primeira quinzena de janeiro deverão passar para o dia 26 e 27, enquanto outras áreas deverão iniciar no começo de fevereiro e a maior parte das lavouras do município no dia 15 de fevereiro. “Como estava seco e o plantio aconteceu de uma vez só, o que vai definir a colheita é o ciclo das variedades, ou seja, como todas as plantas nasceram praticamente juntas, a colheita vai começar pelas variedades mais precoces e as mais tardias vão ficar para depois”, destaca.

IMPACTO NA SAFRINHA

A colheita tardia da soja impacta diretamente no plantio do milho safrinha, cultura que entra nas lavouras logo em sequência da soja. “Quanto antes for plantado o milho, maior teto produtivo. Quando vai entrando para final de fevereiro e início de março, o potencial produtivo do milho safrinha cai bastante em função do clima”, alerta o profissional.

A preocupação dos produtores com o plantio tardio do milho de segunda safra está no fato de o florescimento acontecer em um clima mais frio, tendendo a ocorrer durante o inverno e correndo o risco de os campos serem acometidos pela geada, que normalmente é registrada nos meses de junho e principalmente em julho. “Para se antever um pouco a esse atraso do plantio da safrinha, o agricultor usa alguns artifícios, como híbridos de milho de ciclo mais curto, os híbridos superprecoces, que faz com que o milho esteja em uma fase de desenvolvimento mais adiantada quando houver o risco de geada”, pontua Cunha.

Devido ao excesso de chuva ocorrido durante o desenvolvimento da safra de soja, algumas áreas apresentam problemas de erosão no solo e, conforme o engenheiro agrônomo, nesses casos o produtor precisará corrigir o solo antes de fazer o plantio – o que impossibilita colocar a plantadeira com o milho logo atrás da colheitadeira que trabalha sobre a soja. “De modo geral a situação na região não foi tão grave, então a maioria dos produtores vai deixar para fazer a correção depois da colheita da safrinha, quando tem cerca de três meses para trabalhar no solo. A maioria vai colher a soja e plantar o milho safrinha logo atrás”, acredita.

 

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Colheita deve ficar para o fim de janeiro

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