Marechal

Harto Viteck destaca missão de levar a memória rondonense ao Instituto Histórico do Paraná

O Presente

Apaixonado por história, o pesquisador rondonense Harto Viteck se debruça há muito tempo em meio a pesquisas, inclusive se empenhou a vasculhar informações sobre a origem de seus antepassados, chegando aos sextavós.

Toda dedicação e estudos empreendidos ao longo de décadas culminaram, no início deste mês, na distintivação de Viteck como membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná (IHG-PR), cujo registro de posse foi assinado pelo presidente do IHG e desembargador Paulo Roberto Hapner.

Conforme ele, os mais de 1,2 mil textos produzidos como colunista de O Presente, a atuação no programa de música alemã na Rádio Difusora, a produção do livro sobre os 180 anos da imigração alemã no Paraná, publicado em 2012 em parceria com outros autores, e o projeto “Memória Rondonense”, com o lançamento de um portal em 2015, foram determinantes para o seu ingresso no Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.

Em entrevista ao O Presente, Viteck fala sobre o que representa para ele ser membro do IHG e o papel que vai desempenhar junto ao Instituto. Também relata sobre o seu gosto pela pesquisa e pela história, enaltece projetos já desenvolvidos e revela outros em execução. Confira.

O Presente (OP): O que representa para o senhor fazer parte do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná?

Harto Viteck (HV): Dentro do contexto do projeto da “Memória Rondonense”, representa a abertura de um leque de possibilidades de acesso a um universo de informações históricas que somente se encontra naquela instituição centenária. O acervo bibliográfico do Instituto ultrapassa as dez mil obras, muitas produzidas há mais de um século, fora os milhares de documentos históricos lá depositados. A isso se soma a oportunidade de compartilhar informações com outros pesquisadores que integram a confraria.

OP: Qual papel o senhor desempenhará enquanto membro do Instituto?

HV: Quem é admitido no IHG assume o compromisso de contribuir com suas pesquisas e escritos para a missão institucional de preservar o passado e estudar o presente de nosso Estado, sob as mais diversas formas. Quando fui distintivado, o presidente do Instituto me disse: “a você cabe a missão de trazer para esta casa a memória histórica de Marechal Cândido Rondon”.

OP: Quando surgiu a sua admiração pela História e pela Geografia?

HV: A minha admiração pela História não tem um momento pontual em que posso dizer “aqui começou tudo”. Foi através do levantamento biográfico – genealógico de todos os meus antepassados paternos e maternos, visto que em alguns casos cheguei até aos sextavós, que o gosto pela História se acentuou, se firmou. Também fiz a pesquisa de todos os ascendentes de minha esposa, cujos avós e bisavós vieram da Itália.

Um dado confirmado de um antepassado abria a curiosidade para pesquisar e conhecer o antepassado ou antepassados anteriores, os lugares onde viviam, os registros de batismo, casamento e assim por diante. A pesquisa dos meus antepassados e suas trajetórias de vida me levou a conhecer o movimento dentro da historiografia conhecido como “Nova História”, que aborda a história a partir de mim, da minha família, de minha aldeia, o que remete à máxima do escritor russo Léon Tolstói: “Cante a tua aldeia e cantarás o mundo”, que, adaptada, pode ser traduzida para: “Escreva sobre a tua aldeia e escreverás sobre o mundo”.

Foi nessa visão que nasceu o projeto histórico “Memória Rondonense”. Na verdade, trata-se da construção de um memorial onde o cardápio preponderante é a pesquisa e o registro dos fatos e das curiosidades históricas de Marechal Cândido Rondon.

Leia a entrevista completa na edição impressa deste sábado (30) em O Presente.

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