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Os rondonenses campeões da Unioeste

Bianca Marina Lamb, 1ª colocada em Ciências Contábeis: “O esforço e a determinação são necessários, mas se eu tivesse me limitado a assistir às aulas, acredito que não conseguiria um resultado tão bom” (Foto: Mirely Weirich/OP)

Uma aluna de escola da rede pública. O outro, aluno da rede particular com bolsa de estudos. O que os dois estudantes de Marechal Cândido Rondon com a melhor pontuação no vestibular da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) têm em comum?

Primeiro lugar no vestibular

27Uma aluna de escola da rede pública. O outro, aluno da rede particular com bolsa de estudos. O que os dois estudantes de Marechal Cândido Rondon com a melhor pontuação no vestibular da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) têm em comum?

A resposta é simples: a dedicação.

Ambos os vestibulandos de primeira viagem garantiram a primeira colocação nos cursos para qual prestaram a prova.

Cristian Comin, de 17 anos, garantiu o primeiro lugar no curso de Engenharia Civil, ofertado pela Unioeste no campus de Cascavel. O rondonense, no entanto, foi o único munícipe que figurou na lista dos 100 melhores classificados entre todos os cursos da universidade, ocupando o 30º lugar.

Já Bianca Marina Lamb, também de 17 anos, foi a rondonense com a melhor pontuação entre os cursos oferecidos no campus de Marechal Rondon da Unioeste, classificando-se em 1º lugar para o curso de Ciências Contábeis.

Cristian Comin, 1º colocado em Engenharia Civil

Cristian Comin, 1º colocado em Engenharia Civil: “A dedicação é importante para conquistar qualquer resultado e com o vestibular não é diferente. Foram muitas horas de estudo desde o 1º ano do Ensino Médio, mas no 3º ano me dediquei ainda mais para que o resultado fosse realmente o que eu esperava”

Apesar de ter concluído o Ensino Médio na rede privada de ensino, Cristian contava com uma bolsa de estudos desde o 9º ano do Ensino Fundamental, quando deixou a rede pública.

Ele avalia que se não tivesse a oportunidade de ter ingressado na rede particular, sem dúvida o resultado do vestibular teria sido diferente.

“Tem bastante diferença da rede pública para a privada, sem dúvidas. O suporte da rede particular é diferente. A forma como os professores trabalham em sala, os materiais que estão disponíveis, até mesmo o acesso a conteúdos e atividades extracurriculares. Sabemos que o ensino público no Brasil é infelizmente aquém do que o aluno precisa e não posso dizer que eu teria o mesmo resultado se tivesse continuado na rede pública”, afirma.

Aluno do Colégio Cristo Rei, que neste ano firmou parceria com o Colégio Alfa, de Toledo, o rondonense explica que a instituição ofereceu a base necessária para a conquista do bom resultado no vestibular. “Tanto na preparação para o vestibular quanto no convívio com as pessoas, garantindo sempre um espaço harmonioso para a gente estudar. O colégio sempre teve as portas abertas para mim e, sem dúvida, isso fez diferença para o resultado”, pontua.

Porém, não é apenas da instituição e dos professores que Cristian atribui o sucesso. Segundo ele, desde o Ensino Fundamental procurou ser um aluno dedicado, buscando conteúdos que iam além da grade curricular, como cursos de oratória e redação realizados por entidades como a JCI e o Observatório Social.

“A dedicação é importante para conquistar qualquer resultado e com o vestibular não é diferente. Foram muitas horas de estudo desde o 1º ano do Ensino Médio, mas no 3º ano me dediquei ainda mais para que o resultado fosse realmente o que eu esperava”, conta.

Apesar de ter dedicado até seis horas por dia aos livros, além das manhãs em sala de aula, o rondonense lembra que a diversão, o tempo com os amigos e a família também são importantes para manter a motivação. “O apoio dos meus pais, amigos, da minha namorada, foi essencial durante essa caminhada”, menciona.

A escolha do curso, segundo Cristian, foi difícil, e perdurou durante todo o Ensino Médio. “Decidi só no 3º ano, mas antes migrei entre vários cursos que eu me interessava, desde a área de biológicas, pensei em Medicina, Odontologia, até mesmo outras Engenharias como Mecânica, Elétrica ou Eletrônica. Foi algo difícil, mas, além das conversas com professores, tive a influência da minha família, que tem um histórico de atuação no campo da construção civil, que é uma área que eu admiro bastante. Como me interesso pela área de exatas, cálculos e medições, vi que é a profi ssão que eu quero seguir”, ressalta.

Resultado

A dedicação também foi a chave para Bianca conquistar o 1º lugar no curso de Ciências Contábeis. Aluna da rede pública de ensino, a estudante do Colégio Estadual Antônio Maximiliano Ceretta diz que para conquistar o resultado, além do ensino regular que era disponibilizado na instituição, por iniciativa própria adquiriu alguns materiais e passou a estudar em casa, aprofundando os conhecimentos já vistos em sala de aula e iniciando aqueles que a grade letiva não apresentava.

“Desde o 1º ano comecei a focar na preparação para o vestibular, mas os estudos mais intensos aconteceram mesmo no 3º ano”, relata. “Eu fiquei surpresa com o 1º lugar. Após realizar a prova e perceber que consegui uma pontuação boa, eu esperava passar, mas em 1º lugar, realmente foi surpreendente apesar de todo esforço”, completa.

Bianca garante que sempre foi uma aluna dedicada, com boas notas e que concluía as atividades solicitadas pelos professores. “No entanto, ainda assim esse ano foi marcado por muito estudo, já que vários conteúdos cobrados na prova do vestibular não foram vistos na escola, ou até mesmo não foram compreendidos devido às lacunas na base do conhecimento”, revela.

Assim como tantos outros vestibulandos, o esforço e iniciativa de Bianca foram os principais ingredientes para o resultado, tendo em vista a impossibilidade de cursar cursos preparatórios que auxiliam boa parte dos estudantes a garantirem as primeiras colocações nos vestibulares.

“Não possuía condições de pagar um cursinho presencial, por isso tive que estudar em casa, através de apostilas e aulas on-line. Mas, além disso, contei com apoio de muitos professores, que me auxiliaram não só no conteúdo como também psicologicamente”, destaca.

Somado ao tempo em sala de aula, a rondonense passava de oito a nove horas por dia com os livros, mesmo enquanto ainda restavam dúvidas sobre qual carreira iria seguir.

“Optei por Ciências Contábeis porque sempre foi uma opção que considerei, especialmente pela proximidade do campus e a variedade de possibilidades de atuação no mercado de trabalho. O curso sempre me chamou atenção, porque o empreendedorismo é uma área que gosto muito e possui muitas ramificações para atuar”, comenta Bianca.

Para a estudante, a dedicação dela foi fator decisivo para o resultado. “Em minha opinião, a educação é composta por três fatores: a base que a escola proporciona, o apoio e o incentivo da família e o esforço. Então, sim, é necessário para o aluno de escola pública buscar conhecer, é preciso querer saber e, principalmente, entender que o conhecimento que você adquire te torna alguém melhor também, não só para uma prova”, salienta.

“A ajuda dos professores, livros e a internet são os instrumentos que me auxiliaram a obter esse resultado. O esforço e determinação são necessários, mas se eu tivesse me limitado a assistir às aulas, acredito que não conseguiria um resultado tão bom”, revela.

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